Termo-higrômetro: o que é e para que serve?

O mundo dos instrumentos de medição é realmente fascinante se pensarmos na infinidade de grandezas que precisam ser medidas. Cada área possui o seu “calcanhar de Aquiles”. Uma determinada substância, sobretudo quando variável, precisa ser constantemente verificada a fim de garantir os padrões necessários no segmento.

Dos complexos aos mais simplificados, vamos falar um pouco sobre o termo-higrômetro – um equipamento relativamente simples, mas de grande importância para usos laboratoriais e em algumas ramificações da indústria.

Termo-higrômetro: o que é? 

O termo-higrômetro é um nome composto que já praticamente define a sua função. “Termo”’ se refere à temperatura, enquanto ‘higro’ tem origem grega e significa ‘umidade’. Já o sufixo ‘metro’ representa a capacidade de medição do aparelho. 

Logo, um termo-higrômetro tem como função medir a umidade presente nos gases da atmosfera e a temperatura, simultaneamente demonstrando a relação de um com o outro. Afinal, a quantidade de vapor deve ser medida e relação a algum aspecto da natureza. No caso, o clima. 

Como surgiu o termo-higrômetro?

Criado por Johann Lambert, o primeiro instrumento de medição da umidade atmosférica de que se tem registro surgiu no século XVIII. Em seguida, os suíços aperfeiçoaram a inovação com um experimento mais moderno para a época. 

Em 1783, o pesquisador Saussure criou o higroscópio. Ele utilizou para medir a alteração da umidade atmosférica no comprimento de um fio de cabelo. Em seguida, uma experiência semelhante foi testada com o osso de uma baleia.

Com o tempo, os estudos foram sendo aperfeiçoados até que se chegou ao termo-higrômetro de hoje. Os especialistas separaram os modelos fabricados em cinco grandes grupos: os psicrômetros, os higrômetros de absorção, os higrômetros de condensação, os higrômetros elétricos e os higrômetros químicos. 

Esses higrômetros inventados há mais de dois séculos foram embriões para a criação do termo-higrômetro. Ao longo do tempo, eles foram sendo testados e aprimorados até chegar ao que encontramos no mercado hoje. 

Uma junção do higrômetro com o um sensor de temperatura e a reação química/física que resulta em uma grandeza cientificamente padronizada, que conhecemos como umidade relativa do ar.

Como medem a umidade?

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Os termo-higrômetros mais comuns utilizam sais de lítio para mensurar a umidade. Essa substância, ao entrar em contato com o ar, tem seu potencial de condutividade modificado. Com isso, o sistema do equipamento consegue detectar, através dessa variável, a quantidade de umidade presente no ambiente.

O instrumento é uma espécie de dois em um: ao mensurar simultaneamente a temperatura e quantidade de água em forma de vapor, ele entrega a relação temperatura-umidade da forma como a conhecemos: umidade relativa do ar. Para isso, basta colocar o aparelho em contato com o ambiente a ser analisado.

Os termo-higrômetros podem ser encontrados em duas versões: analógica e digital. A versão analógica normalmente é composta por dois termômetros, um de bulbo seco, que indica a temperatura ambiente e outro de bulbo úmido, que irá auxiliar na determinação da umidade relativa. 

O aparelho também possui um recipiente que deve ser mantido sempre com água limpa. A gaze que envolve o bulbo úmido deve estar limpa e imersa de tal forma que a área esteja sempre úmida. Esse é um aspecto fundamental para que o instrumento cumpra sua função de forma eficaz.

Os termo-higrômetros digitais possuem um gravador, que produz um gráfico. Ele serve para monitorar e comparar os números recolhidos em um mesmo local. Com tecnologia para entregar uma medição mais precisa, além de facilitar a leitura, o aparelho é muito prático de usar. Eles são encontrados com mais facilidade no mercado, devido à sua variedade.

Umidade no ambiente de trabalho

Assim como na vida pessoal, a preservação da saúde precisa ser elemento primordial também no ambiente de trabalho. Por isso, não adianta tomar todos os cuidados fora se nele você encontra um ambiente insalubre. 

Para controlar esses fatores e tornar o local de serviço uma área adequada para os colaboradores, existe no Brasil a Norma Regulamentadora (NR 17), que estabelece uma série de regras ergonômicas para gerar um local mais confortável para o exercício da atividade laboral.

Dentre os parâmetros estabelecidos, está a climatização de ambientes, que inclui níveis de ruído, índice de temperatura efetivo, velocidade do ar superior e umidade relativa do ar. Para cada um desses pontos, existe uma medida determinada. No caso da umidade, ela não pode ser inferior aos 40%. Isso em locais onde se desenvolve trabalho intelectual e que exige máxima atenção.

Existem outros locais que são considerados com alguma insalubridade, mas que precisam ser ocupados por pessoas para a execução da atividade. É o caso de frigoríficos, pesca, lavanderias, cozinhas e lava a jato. 

Esses espaços exigem uma atenção maior da fiscalização do trabalho, pois requer um sistema especial de trabalho, tanto para os horários quanto para os equipamentos de proteção ao trabalhador que devem ser obrigatoriamente usados.

Classificação da umidade

Desenvolvida pela Universidade de Campinas (Unicamp), a escala psicométrica aponta os níveis de criticidade da umidade do ar, classificando-a em estado de atenção, alerta e emergência.

Para cada variação numérica, há uma série de cuidados que são indicados para a população tomar. Por exemplo, de 21 a 30% temos o estado de atenção. Nesse estágio, deve-se evitar exercícios físicos no horário entre 11 e 15h, umidificar o ar, com o auxílio do umidificador, espalhar toalhas molhadas e recipientes com água no ambiente.

No intervalo entre 12 e 20%, a cidade se encontra em alerta. Evitar aglomerações em locais fechados, usar soro fisiológico e não fazer atividade e trabalhos pesados entre 10 e 16 horas são algumas das recomendações para essa situação.

Quando a umidade estiver abaixo de 12%, temos o estado de emergência. É um período crítico em que deve-se evitar o ar livre e cuidar especialmente das crianças, além de seguir todas as recomendações indicadas nos outros níveis. 

Onde aplicar?

Qualquer ambiente que necessite de vigilância de umidade constante deve conter um termo-higrômetro. Dessa forma, evitam-se uma série de problemas que incidem em diversas áreas, como por exemplo: 

  • Áreas de cultivo de plantas, afinal, assim como nós, as plantas precisam de um ambiente propício para crescerem de forma saudável. Elas necessitam de uma atmosfera equilibrada, com grau normal de umidade.
  • Despensas de alimentos, que devem ser guardados em locais secos, com pouca umidade, nas fábricas de fermentação como as de cerveja. A umidade pode alterar o processo e a qualidade desses produtos;
  • Incubadoras farmacêuticas e revestimento de remédios, que podem ter sua fórmula alterada e possibilitar surgimento de bactérias diferentes das utilizadas nos medicamentos;
  • Espaços que guardam imagens antigas e obras de arte para evitar que sejam danificadas. Estúdios de gravação e segmentos da indústria também precisam controlar os níveis de umidade para preservar a qualidade do produto final. 

Termo-higrômetro: qual escolher?

Alguns termo-higrômetros contam com medidores externos acoplados, constituídos de um sensor que pode ser posicionado onde se deseja obter as variáveis. Outros podem fazer o registro de temperatura e umidade em períodos pré-determinados (datalogger), possibilitando o acompanhamento da variação dos fatores na própria tela, com conexão USB ou via Bluetooth.

O mercado oferta ainda aparelhos com sensor que conseguem detectar a umidade em até 100 metros de distância do local, em ambientes internos e externos. Alguns podem realizar a previsão de temperatura, armazenar dados de temperaturas e suas amplitudes mínima e máxima, além de possuir relógio, calendário e alarme.

Como calibrar o termo-higrômetro?

O equipamento possui um sensor que é responsável por aferir os dados do ar. Esse sensor é sensível ao vapor e às temperaturas que são medidas. Como se trata de um processo mecânico, qualquer desajuste pode gerar erro de informação.

Para evitar o aumento da margem de erro, o instrumento precisa passar por calibragem conforme as orientações do fabricante e sempre que for usado, para que aponte os dados em sua mais fiel correção. 

Os termo-higrômetros digitais não precisam ser calibrados de forma independente, e normalmente apresentam margem de erro na medição de 1 a 3%, dependendo da qualidade do instrumento.

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